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Orquestra Jazz de Matosinhos & Dee Dee Bridgewater

“I don’t feel like I’m singing, I feel like I’m playing my horn” (Billie Holiday)

A voz cantada: o instrumento mais antigo do jazz! Pela primeira vez a Orquestra Jazz de Matosinhos atua como suporte de uma voz solista bastante extrovertida. Dee Dee Bridgewater, é um nome incontornável na história do jazz cantado.

Radicada desde meados dos anos 80 em Paris e emprestando a sua voz não apenas à cena do jazz francês e europeu como a outro tipo de espetáculos inseridos na tradição do musical, do cabaret ou da canção de texto – também editados em discos que, de forma peculiar, dedicou à memória de Josephine Baker e outros grandes nomes da canção francesa ou às canções para o teatro de Kurt Weill –, a cantora norte-americana Dee Dee Bridgewater é ainda uma artista consciente da decisiva importância da herança africana no jazz, sublinhada no seu álbum “Red Earth” gravado no Mali e no qual presta a sua homenagem a cantoras e lutadoras pelos direitos da mulher em África.

Dee Dee apresenta uma notória versatilidade nas suas atuações ao vivo, assumida quer pelo virtuosismo vocal de uma cantora de jazz pura quer o sensual à-vontade de uma entertainer, na interação com os músicos em palco ou na sua relação com o próprio público na plateia.

Em termos vocais, Dee Dee Bridgewater é capaz de invocar (incorporando-os, à sua maneira, num estilo jazzístico próprio) sinais da frescura e do scat swingado de uma Ella Fitzgerald, ecos do calor e dramatismo de uma Sarah Vaughan e mesmo assomos da exigência e modernidade de uma Betty Carter, num repertório clássico que indo de “Shiny Stockings” ou “Cherokee" até “Oh Lady Be Good” ou “Cottontail”, passará ainda (entre outras) por “Polka Dots & Moonbeams”, “Undecided” ou “Let the Good Times Roll”, uma bela ocasião para que recordemos também, na interpretação da OJM, arranjos de autores de referência, como Frank Foster, Slide Hampton ou Cecil Bridgewater.

Eventos

2007


dezembro


15

|

Casa da Música (Sala Suggia), Porto

Neste concerto, Dee Dee Bridgewater regressa à situação de performance vocal à frente de uma big band, cuja sua primeira grande experiência ocorreu no início dos anos 70 enquanto vocalista principal da Orquestra de Thad Jones/Mel Lewis.

Com um estilo jazzístico próprio, Dee Dee Bridgewater invoca sinais da frescura e do scat swingado de uma Ella Fitzgerald, ecos do calor e dramatismo de uma Sarah Vaughan e mesmo assomos da exigência e modernidade de uma Betty Carter. E em estreita colaboração com a Orquestra de Jazz de Matosinhos, será apresentado um repertório clássico que indo de “Shiny Stockings” ou “Cherokee" até “Oh Lady Be Good” ou “Cottontail”, passará ainda (entre outras) por “Polka Dots & Moonbeams”, “Undecided” ou “Let the Good Times Roll”. É também uma bela ocasião para recordar arranjos de autores de referência, como Frank Foster, Slide Hampton ou Cecil Bridgewater.

Este concerto conta ainda com a participação do guitarrista português Afonso Pais.

Convidados: Dee Dee Bridgewater (voz), Afonso Pais (guitarra)

Direção Musical: Pedro Guedes

Música: Charlie Shavers, Sid Robin, Duke Ellington, Sid Kuller, Frank Foster, George Gershwin, Jimmy Van Heusen, Johnny Burke, Leonard Lee, Cherley Goodman, Ray Charles, Ray Nobel, Richard Rodgers | Lorenz Hart, Sam Coslow, Thad Jones, Walter Gross, Jack Lawrence

Arranjos: Cecil Bridgewater, Carlos Azevedo, Frank Foster, Onzy Matthews, Slide Hampton

Madeiras: José Luís Rego, João Pedro Brandão, Mário Santos, José Pedro Coelho, Rui Teixeira

Trompete: Erick Poirier, Rogério Ribeiro, Miguel Gonçalves, José Silva

Trombone: Michaël Joussein, Daniel Dias, Álvaro Pinto, Gonçalo Dias

Secção Rítmica: Afonso Pais (guitarra), Carlos Azevedo (piano), Demian Cabaud (contrabaixo), Marcos Cavaleiro (bateria)

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