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Jazz Composers Forum

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Aliando a posição favorável da cidade de Matosinhos para trocas entre a Europa e a América, e a experiência da Orquestra Jazz de Matosinhos como som do novo jazz português para grande ensemble, a OJM programou um ciclo de oito concertos, com oito criadores singulares de música para orquestra de jazz, provenientes dos dois lados do Atlântico.


Do continente americano, chegam os norte-americanos Steven Bernstein, que como compositor combina o jazz vanguardista com a música popular, e Darcy James Argue, que introduz texturas da música pop/rock nas suas peças; o argentino Guillermo Klein, com um estilo que inclui a desmontagem de ritmos sul-americanos e música clássica do séc. XX; e o suíço radicado nos EUA, Ohad Talmor, compositor que se baseia na tradição para encontrar novas perspectivas para o jazz contemporâneo. A estes quatro compositores americanos juntam-se quatro nomes europeus, dois deles fundadores e dirigentes de duas das mais prestigiadas big bands da Europa: Pierre Bertrand, líder da Paris Jazz Big Band; e Frank Vaganée, líder da Brussels Jazz Orchestra. O saxofonista britânico Julien Argüelles e o pianista alemão Florian Ross são os últimos nomes desta elite de compositores.


No Jazz Composers Forum, os oito compositores apresentaram o seu repertório mais importante, em concertos monográficos no Cine-Teatro Constantino Nery, em Matosinhos, entre Abril e Julho de 2013. A OJM encomendou-lhes também novas composições, que foi a primeira a moldar e a interpretar.


Entre estes novas sugestões dos compositores, disponíveis no álbum “Jazz Composers Forum”, destacam-se “El Mauro”, de Pierre Bertrand, que inclui solos notáveis de André Fernandes na guitarra e José Pedro Coelho no saxofone; “Tiempo & Lugar”, de Guillermo Klein, também com um solo particularmente bem construído pela trompetista Susana Santos Silva; “Tremor”, de Florian Ross, com um solo do trompetista Javier Pereiro; “Étude nº 2”, de Ohad Talmor; e “All In (For Laurie Frink)” de Darcy James Argue.


Nos próximos anos, a OJM pretende programar novas edições deste fórum em Matosinhos, com novos convidados, mantendo a missão iniciada há mais de 15 anos por Pedro Guedes e Carlos Azevedo, que é a procura e fomentação da nova música para big band.

Eventos

2014


abril


29

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Teatro Municipal Constantino Nery, Matosinhos

Entre abril e julho de 2013, o Cine-teatro Constantino Nery recebeu o ciclo Jazz Composers Forum programado pela Orquestra Jazz de Matosinhos. Oito concertos centrados em oito importantes criadores contemporâneos de música para orquestra de jazz, confrontando as personalidades musicais de quatro americanos e quatro europeus. Tendo também interpretado temas inéditos destes oito criadores, agora editados em CD “Jazz Composers Fórum - today’s european-american big band writing” e com apresentação no próximo dia 29 de março neste cine-teatro. Oferta do disco na compra do bilhete.

Direção Musical: Pedro Guedes

Madeiras: José Luís Rego, João Guimarães, Mário Santos, José Pedro Coelho, Rui Teixeira, João Pedro Brandão

Trompete: Rogério Ribeiro, Ricardo Formoso, Javier Pereiro, Gileno Santana

Trombone: Álvaro Pinto, Daniel Dias, Gonçalo Dias , Andreia Santos

Secção Rítmica: André Fernandes (guitarra), Carlos Azevedo (piano), Demian Cabaud (contrabaixo), Marcos Cavaleiro (bateria), Juca Monteiro (percussão)

2014


março


16

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Festival Internacional de Jazz, Barcelona

Apresentação do disco “Jazz Composers Forum – today’s european–american big band writing” no prestigiado Voll-Damm Festival Internacional de Jazz de Barcelona. Uma edição que resultou do ciclo Jazz Composers Forum, realizado entre abril e julho de 2013, no Cine-teatro Constantino Nery, e que reúne oito encomendas da OJM a quatro compositores Americanos: Steven Bernstein (EUA), Darcy James Argue (Canadá), Ohad Talmor (Suíça/EUA) e Guillermo Klein (Argentina) e a quatro compositores europeus: Julien Argüelles (Reino Unido), Florian Ross (Alemanha), Pierre Bertrand (França) e Frank Vaganée (Bélgica).



Direção Musical: Pedro Guedes

Madeiras: José Luís Rego, João Guimarães, Mário Santos, José Pedro Coelho, Rui Teixeira, João Pedro Brandão

Trompete: Rogério Ribeiro, Susana Santos Silva , Javier Pereiro, Gileno Santana

Trombone: Álvaro Pinto, Daniel Dias, Gonçalo Dias , Andreia Santos

Secção Rítmica: André Fernandes (guitarra), Carlos Azevedo (piano), Demian Cabaud (contrabaixo), Marcos Cavaleiro (bateria)

2013


julho


21

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Teatro Municipal Constantino Nery, Matosinhos

Nascido em 1975, em Vancouver, Darcy James Argue foi o mais jovem compositor apresentado pela Orquestra Jazz de Matosinhos neste ciclo de concertos. Começou por tocar trompete na banda de jazz da escola e estudou piano jazz na McGill University. Formou-se no New England Conservatory, com Bob Brookmeyer. A sua ensemble de 18 elementos Secret Society, sediada em Brooklyn e com dois álbuns nomeados para os Grammy, foi o projeto que lhe deu mais destaque enquanto compositor.

A sonoridade da orquestra combina a energia do rock e do pop com a sofisticação da composição tradicional. “Infernal Machines” foi o álbum de estreia, e conferiu a Argue o Prémio de Composição Charlie Parker da Fundação BMI e o Prémio Hagood Hardy da Sociedade de Compositores, Autores e Editores de Música do Canadá. O segundo álbum da orquestra, “Brooklyn Babylon” foi lançado em 2012, e cruza o jazz progressivo, música popular dos Balcãs, dance-punk e indie rock experimental, e ainda valsas, marchas e música de carrossel de feira.

Thad Jones, Mel Lewis e Maria Schneider, assim como Radiohead, Steve Reich e Charles Mingus, contam-se entre as suas influências. Um dos compositores de jazz mais requisitados, recebeu encomendas da Big Band da Rádio Dinamarquesa, Hard Rubber Orchestra, West Point Jazz Knights, Jazz Gallery, Manhattan New Music Project e Jerome Foundation.

Direção Musical: Darcy James Argue

Música: Darcy James Argue

Madeiras: José Luís Rego, João Pedro Brandão, Mário Santos, José Pedro Coelho, Rui Teixeira

Trompete: Gileno Santana, Javier Pereiro, Susana Santos Silva , Rogério Ribeiro

Trombone: Daniel Dias, Andreia Santos, Álvaro Pinto, Gonçalo Dias

Secção Rítmica: Carlos Azevedo (piano), Demian Cabaud (contrabaixo), Marcos Cavaleiro (bateria)


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2013


julho


17

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Teatro Municipal Constantino Nery, Matosinhos

Frank Vaganée, um dos mais destacados solistas na Bélgica, nasceu em 1966 em Mechelen. Com apenas 20 anos, o seu nome era já associado a numerosos projetos que liderava e para os quais compunha e escrevia arranjos. Estendeu a sua atividade a grandes ensembles, colaborando como saxofonista com a orquestra de jazz da rádio e televisão flamenga (BRT) e representando a Bélgica na big band da União Europeia de Radiodifusão.

Charlie Parker, Ornett Coleman e Lennie Tristano contam-se entre as suas influências. Em 1991, foi nomeado pela imprensa como o talento de jazz mais importante da Bélgica; em 1993 ganhou o CERA Jeugd en Muziek Prijs; em 1994, o Prix Nicolas d’Or com a Brussels Jazz Orchestra; em 2001 o Django d’Or; e em 2011, recebeu uma importante distinção de Mechelen, sua cidade natal.

O projeto que lhe conferiu mais visibilidade foi a Brussels Jazz Orchestra, que criou em 1993 com Serge Plume e Marc Godfroid, e da qual é diretor artístico. Na BJO, colaborou com emblemáticos compositores belgas como Bert Joris, Michel Herr ou Philip Catherine, e com lendas internacionais como Dave Liebman, Phil Woods, Kenny Weeler, Maria Schneider, Richard Galliano e Kenny Werner, entre muitos outros.

Considerada a melhor big band europeia pelos críticos da revista Down Beat, o álbum da orquestra que melhor reflete a composição de Vaganée é “Countermove” (2006), totalmente dedicado às suas obras para big band. Em 2011, interpretou a música de Ludovic Bource nas partes de big band para o filme mudo francês “O Artista”, cuja banda sonora foi premiada com o Óscar da Academia.

Direção Musical: Frank Vaganée

Música: Frank Vaganée

Madeiras: José Luís Rego, João Pedro Brandão, Mário Santos, José Pedro Coelho, Rui Teixeira

Trompete: Gileno Santana, Javier Pereiro, Susana Santos Silva , Rogério Ribeiro

Trombone: Daniel Dias, Andreia Santos, Álvaro Pinto, Gonçalo Dias

Secção Rítmica: Carlos Azevedo (piano), Demian Cabaud (contrabaixo), Marcos Cavaleiro (bateria)

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2013


julho


13

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Teatro Municipal Constantino Nery, Matosinhos

Steven Bernstein é um dos artistas mais originais do jazz norte-americano das últimas décadas. Nascido em 1961, toca trompete de vara, e também o mais comum trompete de pistões. Em 1995 criou a banda Sexmob, com a qual tocava essencialmente originais, até se ter apercebido que teria mais sucesso a conquistar o público se apresentasse músicas populares. A partir daí, passou a explorar canções de Prince, Grateful Dead, Rolling Stones e Nirvana. Trazer um novo universo estilístico a temas conhecidos da época foi também o método que tornou célebres artistas marcantes da história do jazz como Charlie Parker, Lester Young e Miles Davies. Na Millennial Territory Orchestra, dirigida por si, Bernstein procura pérolas perdidas entre o jazz dos anos 20 e 30, utilizando paralelamente temas de Sly Stone, Stevie Wonder e Beatles. A improvisação, o imprevisto e a comunicação em palco são pontos fulcrais na sua performance.

Tem gravado em nome próprio para o ciclo “Radical Jewish Culture Series”, e é um compositor conhecido também pelas partituras para dança, teatro e cinema. A sua primeira banda sonora foi para “Kansas City” (1996), de Robert Altman. Realizou arranjos para músicos como Bill Frisell, Marianne Faithfull e Elton John. Como membro da banda de Levon Helm, escreveu os arranjos para o disco “Electric Dirt”, de 2009, premiado com um Grammy. Uma das suas gravações mais recentes é “Sexmob plays Fellini” (2013).

Tem tocado com grandes nomes da música jazz, e não só, como Don Byron, Roswell Rudd e Sam Rivers, Aretha Franklin, Lou Reed, Sting, The Lounge Lizards e Spanish Fly.

Direção Musical: Steven Bernstein

Música: Steven Bernstein

Madeiras: José Luís Rego, João Pedro Brandão, Mário Santos, José Pedro Coelho, Rui Teixeira

Trompete: Gileno Santana, Javier Pereiro, Susana Santos Silva , Rogério Ribeiro

Trombone: Daniel Dias, Andreia Santos, Álvaro Pinto, Gonçalo Dias

Secção Rítmica: André Fernandes (guitarra), Carlos Azevedo (piano), Demian Cabaud (contrabaixo), Marcos Cavaleiro (bateria)

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2013


julho


12

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Teatro Municipal Constantino Nery, Matosinhos

O multifacetado Pierre Bertrand estabeleceu-se como um dos criadores mais ativos e inventivos do jazz francês. Bertrand nasceu em Cagner-sur-Mer, em 1972. Formou-se nos Conservatórios de Nice de Paris. Considera-se sobretudo saxofonista e flautista, mas é também notável o seu trabalho como compositor e líder de grandes formações.


No concerto da Orquestra Jazz de Matosinhos dedicado ao compositor, foram apresentadas composições suas para a principal formação francesa do género, a Paris Jazz Big Band, que fundou em 1998 com o trompetista Nicolas Folmer. Nesta formação encontrou território para a sua música inovadora, sofisticada e acessível, influenciada por vários géneros e estilos. Exemplos são os álbuns “Méditerranéo” (2002), “Paris 24h” (2004) e “Source(s)” (2012). Bertrand faz também parte da Nice Jazz Orchestra, fundada em 2008 e dirigida por si. Em 2009, lançou “Caja Negra”, um álbum em nome próprio que o estabeleceu como um artista completo e experiente, com colaborações de músicos que mais recentemente constituíram o grupo “La Caja Negra”.


São muitas as encomendas que recebeu: a cidade de Nancy, a Orchestre Imaginaire em Nancy, a Orchestre Lamoureux, os festivais Jazz au fil de l’Oise e Jazz à Vienne. Escreveu um concerto para saxofone para Claude Delangle, estreado pela Orquestra da Força Aérea Francesa. Realizou arranjos para Claude Nougaro, Charles Aznavour, Lio, Pascal Obispo, Murray Head, Holiday On Ice, Nikos Aliagas, Demi Evans, Juan Carmona, Enrico Macias e para a peça de teatro musical “Piaf”. As bandas sonoras são também uma parte importante do seu percurso, destacando-se o filme “La grande vie” (2009), de Emmanuel Salinger.


Direção Musical: Pierre Bertrand

Madeiras: José Luís Rego, João Pedro Brandão, Mário Santos, José Pedro Coelho, Rui Teixeira

Trompete: Gileno Santana, Javier Pereiro, Susana Santos Silva , Rogério Ribeiro

Trombone: Daniel Dias, Andreia Santos, Álvaro Pinto, Gonçalo Dias

Secção Rítmica: André Fernandes (guitarra), Carlos Azevedo (piano), Demian Cabaud (contrabaixo), Marcos Cavaleiro (bateria)

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2013


abril


27

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Teatro Municipal Constantino Nery, Matosinhos

Guillermo Klein é uma das vozes mais singulares da composição, com uma abordagem rítmica original que parte dos ritmos tradicionais argentinos e explora métricas desafiantes. As suas composições têm vindo a ser tocadas devotamente por músicos, e conferiram-lhe prestígio na comunidade jazz, embora pouco sucesso comercial. Klein nasceu em Buenos Aires, em 1970. Descobriu a vocação musical na escola primária, e estudou guitarra e piano. Tocou rock na guitarra, e foi expulso do conservatório por ter dificuldades de leitura. Estudou composição na Berklee College of Music, em Boston, e concluiu os seus estudos em 1994. Ensinou composição no País Basco, e mais recentemente no Centro Superior de Música Musikene.

Nos anos 90, Klein conquistou o apreço de músicos nova-iorquinos de topo durante o período em que se apresentava regularmente nos clubes da cidade, até ter deixado Nova Iorque em 2000. Desde então tem vivido na Argentina e em Barcelona, mas regressa periodicamente a Nova Iorque para apresentar a música escrita para o seu ensemble, Los Guachos. Nesta formação contam-se nomes como Jeff Ballard na bateria, Chris Cheek no saxofone, Ben Monder na guitarra e Miguel Zenón no saxofone.

Bartók, Ginastera, Bach, Duke Ellington e Wayne Shorter estão entre as suas maiores influências, e refletem-se num dos seus álbuns mais recentes, “Carrera” (2012), em que surgem arranjos sobre música clássica argentina, tango e desafios métricos de execução complexa.

Direção Musical: Guillermo Klein

Música: Guillermo Klein

Madeiras: José Luís Rego, João Pedro Brandão, Mário Santos, José Pedro Coelho, Rui Teixeira

Trompete: Gileno Santana, Javier Pereiro, Susana Santos Silva , Rogério Ribeiro

Trombone: Daniel Dias, Andreia Santos, Álvaro Pinto, Gonçalo Dias

Secção Rítmica: Carlos Azevedo (piano), Demian Cabaud (contrabaixo), Marcos Cavaleiro (bateria)

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2013


abril


26

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Teatro Municipal Constantino Nery, Matosinhos

Florian Ross nasceu em 1972 em Pforzheim. Estudou composição em Colónia, Londres e Nova Iorque com John Taylor, Joachim Ullrich, Bill Dobbins, Don Friedman e Jim McNeely. Escreveu para grupos como a Metropole Orchestra e a Brussels Jazz Orchestra. O seu estilo contemporâneo e inconformista revelou-se prontamente no seu primeiro álbum, “Seasons and Places”, de 1998. Em 2000, lidera o Florian Ross Brass Project, um projeto que cruza jazz com o som das tradicionais bandas de metais britânicas. Foi distinguido com o Prémio Piano Jazz no Conservatório de Colónia (1993) e Prémios de Composição da BBC (para big band ,em 1996), do Mónaco (1997) e da hr-Bigband (1998), a que se seguiu o Prémio Thad Jones da Big Band da Rádio Dinamarquesa (2000).

Tem tocado com músicos como Vince Mendoza, Bob Brookmeyer, Joachim Schönecker, Tommy Smith, Jim McNeely, Dave Liebman, Don Friedman, George Duke, John Scofield, Kenny Wheeler, Joe Lovano e Eric Vloeimans. Apresenta-se em concertos por toda a Europa, Ásia, Austrália e Nova Zelândia. Cinco das suas composições foram incluídas no primeiro “The European Real Book”. Em 2006, recebeu o Prémio de Jazz WDR para composição.

Atualmente ensina piano e composição na Hochschule für Musik und Tanz, de Colónia e continua a criar novas composições e arranjos para importantes agrupamentos, entre os quais a Vancouver Jazz Orchestra, Oktoposse, BMI Jazz Orchestra, Joe Lovano com a RTE de Dublin, Orquestra de Jazz Contemporâneo de Colónia, e ainda para várias rádios nacionais alemãs.

Direção Musical: Florian Ross

Madeiras: José Luís Rego, João Pedro Brandão, Mário Santos, José Pedro Coelho, Rui Teixeira

Trompete: Gileno Santana, Javier Pereiro, Susana Santos Silva , Rogério Ribeiro

Trombone: Daniel Dias, Andreia Santos, Álvaro Pinto, Gonçalo Dias

Secção Rítmica: André Fernandes (guitarra), Carlos Azevedo (piano), Demian Cabaud (contrabaixo), Marcos Cavaleiro (bateria)

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2013


abril


20

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Teatro Municipal Constantino Nery, Matosinhos

Colaborador recorrente da Orquestra Jazz de Matosinhos, Ohad Talmor é um artista multifacetado, compondo e tocando em variados projetos na área do jazz, e escrevendo música para intérpretes de música clássica. Criado na Suíça, é filho de pais israelitas. Estudou em Genebra e mais tarde em Nova Iorque, onde se fixou em 1995, vindo a naturalizar-se norte-americano.

A sua música simultaneamente lírica, complexa e imprevisível, e a herança blues em que apostou, tornou-o atualmente num músico requisitado para diversas colaborações como arranjador e compositor. Compôs um concerto para piano, bateria e duas orquestras, estreado em 2010 pela Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Jazz de Matosinhos, Jason Moran e Dan Weiss.

Com o lendário Lee Konitz, coliderou três projetos celebrados: Lee Konitz New Nonet, Konitz-Talmor String Project e Konitz-Talmot Big Band (com a OJM). Tocou com figuras de renome do jazz, como Steve Swallow, Joshua Redman, Fred Hersh, Kurt Rosenwinkel, Chris Cheek, Dave Douglas, Carla Bley, Joe Lovano, Chris Potter e Billy Hart, entre outros. Já compôs também para orquestras como a Big Band de Lausanne, a Orquestra SoundScape do Brasil, os Brecker Brothers e a Brussels Jazz Orchestra.

O seu projeto em nome próprio é Newsreel, um grupo versátil que reflete a sua identidade musical. O Ensemble Mass Transformation é mais um dos seus projetos alternativos, consistindo na reformulação de obras como a Oitava Sinfonia de Bruckner por cinco músicos de jazz e um quarteto de cordas.

Direção Musical: Ohad Talmor

Música: Ohad Talmor

Madeiras: José Luís Rego, João Pedro Brandão, Mário Santos, José Pedro Coelho, Rui Teixeira

Trompete: Gileno Santana, Javier Pereiro, Susana Santos Silva , Rogério Ribeiro

Trombone: Daniel Dias, Andreia Santos, Álvaro Pinto, Gonçalo Dias

Secção Rítmica: André Santos (guitarra), Carlos Azevedo (piano), Demian Cabaud (contrabaixo), Marcos Cavaleiro (bateria)

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2013


abril


19

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Teatro Municipal Constantino Nery, Matosinhos

Julian Argüelles é uma das figuras chave do jazz britânico das últimas décadas, quer seja no formato de pequena banda, em grandes orquestras ou em gravações a solo. A sua música, que se traduz pela procura incessante da inovação, combina os estilos e texturas mais diversos, desde o jazz, ao pop, à música de dança e à world music.

A ligação de Julian Argüelles aos grandes ensembles começou nos seus catorze anos, quando partiu em digressão com a Big Band da Comunidade Europeia. Em 1985 integrou a lendária formação britânica Loose Tubes. Fez parte de orquestras dirigidas por figuras célebres como Carla Bley, Kenny Wheeler e Django Bates. Integrou a hr-Bigband da rádio de Frankfurt, uma formação de topo com a qual editou o álbum “Momenta” (2009), que integra composições suas que provam a sua abordagem nada convencional à big band. A sua originalidade enquanto compositor justificou encomendas de grupos como a NDR Big Band, o Apollo Saxophone Quartet e a Scottish National Jazz Orchestra.

Em 1990 lançou o seu primeiro trabalho discográfico, com a colaboração do pianista John Taylor. Desde cedo começou também a ser presença assídua nos palcos portugueses, participando no álbum de Mário Laginha em 1994. Tocou com figuras destacadas do panorama do jazz internacional, como Tim Berne, Hermeto Pascoal, Steve Swallow, John Abercrombie, Dave Holland, Dave Liebman, Jim Black e Peter Erskine. Ensina na Royal Academy of Music e na Trinity College of Music em Londres, e no Royal Northern College of Music, em Manchester. O seu Octeto é Ensemble em Residência na Universidade de York.

Direção Musical: Julian Argüelles

Música: Julian Argüelles

Madeiras: José Luís Rego, João Pedro Brandão, Mário Santos, José Pedro Coelho, Rui Teixeira

Trompete: Gileno Santana, Javier Pereiro, Susana Santos Silva , Rogério Ribeiro

Trombone: Daniel Dias, Andreia Santos, Álvaro Pinto, Gonçalo Dias

Secção Rítmica André Santos (guitarra), Carlos Azevedo (piano), Demian Cabaud (contrabaixo), Marcos Cavaleiro (bateria)

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