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Orquestra Jazz de Matosinhos & Maria Schneider

Dança, um voo de asa-delta, visão de planícies intermináveis, o cerúleo do céu. A sugestão de imagens é uma constante na música de Maria Schneider. Serão “esculturas sonoras efémeras”, como a própria já lhes chamou, mas são também memórias que se intrometem na música de forma mais espontânea. Premiada com dois Grammy Awards, Schneider tem sido uma verdadeira lufada de ar fresco no panorama do jazz das duas últimas décadas. A sua linguagem moderna e intrincada nunca a impediu de conquistar os públicos mais variados, graças a uma veia melódica sedutora e às emoções que transpiram nas suas criações.

Uma parte da originalidade de Schneider reside na sua abordagem à orquestra de jazz. Aquilo que procura não é a sonoridade típica de big band, a energia pura destilada numa formação geneticamente ligada aos salões de dança ou às festas de rua. São, antes, as subtilezas, as cores e a expressividade normalmente associadas à música das orquestras sinfónicas.