OJM & Kurt Rosenwinkel, Av. dos Aliados, Porto, 2013

Orquestra Jazz de Matosinhos & Kurt Rosenwinkel

A colaboração de Kurt Rosenwinkel com a Orquestra Jazz de Matosinhos iniciou-se em 2008 e deu origem à edição de um álbum conjunto, “Our Secret World”, de 2010, e a uma série de concertos em Portugal, Espanha e nos EUA. O guitarrista reencontrou-se com a OJM para mais um concerto em 2015, que incluiu novos arranjos de Carlos Azevedo, Pedro Guedes e Ohad Talmor. 

Kurt Rosenwinkel é uma das referências mais sólidas do jazz moderno. O estilo deste guitarrista natural da Filadélfia é – e sempre foi – facilmente identificável, e a sua voz, de timbre singular, faz parte da sua identidade discreta. Desde as primeiras gravações que o seu som se caracteriza por uma ausência de preconceitos em relação a géneros musicais, e a sua composição exprime uma profunda inovação e abertura perante as possibilidades da música contemporânea. Ao longo da sua carreira, que conta com mais de 25 anos e dez álbuns como líder, Rosenwinkel tem colaborado com músicos com Brad Mehldau, Brian Blade, Joshua Redman, Chris Potter; e veteranos do jazz como Joe Henderson, Paul Motian e Gary Burton.

Em abril de 2015, num dos mais recentes concertos de Rosenwinkel com a OJM, foram recuperados vários arranjos de Carlos Azevedo, Pedro Guedes e Ohad Talmor para o álbum “Our Secret World” (o primeiro de Rosenwinkel com uma big band) e foi incluída também uma série de composições originais presentes em vários álbuns do guitarrista, como é o caso de “Heartcore” (2003) e “The Next Step” (2001), onde se ouviu pela primeira vez um som semelhante ao da atuação ao vivo do seu primeiro quarteto, que inclui Mark Turner, Ben Street e Jeff Ballard. Neste álbum, Rosenwinkel provou novamente a sua originalidade em temas como “Use of Light” e “Zhivago”, que, inspirado no filme “Doctor Zhivago”, exemplifica também a sua inspiração em universos para lá do sonoro. 

Ao longo dos anos, a colaboração entre a OJM e Rosenwinkel tem sido enriquecida com novos arranjos a músicas do guitarrista, que nos mostram novas perspetivas sobre composições inicialmente pensadas para pequenas formações. Exemplos são os temas “I Need to Know”, com arranjos de Carlos Azevedo, “Deja Vu”, com arranjos de Pedro Guedes, e três novos arranjos também estreados em 2015: “Flute”, arranjo de Ohad Talmor, “Song of our Sea” arranjo de Pedro Guedes e “Cycle Five” arranjo de Carlos Azevedo.