Biografia

A Orquestra Jazz de Matosinhos, criada em 1999 com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos, é um laboratório permanente. Não esquece a tradição das grandes big bands do passado, mas promove continuamente a criação, a investigação, a divulgação e a formação na área do jazz, cruzando a ambição internacional com o sentido de responsabilidade local.

Constituindo uma autêntica orquestra nacional de jazz, apresenta repertórios de todas as variantes estéticas e de todas as épocas do jazz, assumido-se como um fórum alargado de compositores e músicos, lançando pontes, estabelecendo parcerias e produzindo um repertório nacional específico para big band contemporâneo, versátil e diverso.

Dirigida por Pedro Guedes e Carlos Azevedo, tem colaborado com nomes tão diversos como Maria Schneider, Carla Bley, Lee Konitz, John Hollenbeck, Jim McNeely, Kurt Rosenwinkel, João Paulo Esteves da Silva, Carlos Bica, Ingrid Jensen, Bob Berg, Conrad Herwig, Mark Turner, Rich Perry, Steve Swallow, Gary Valente, Dieter Glawischnig, Stephan Ashbury, Chris Cheek, Ohad Talmor, Joshua Redman, Andy Sheppard, Dee Dee Bridgewater, Maria Rita, Maria João, Mayra Andrade e Manuela Azevedo entre muitos outros.

A OJM tem atuado regularmente nas principais salas do país e também em Barcelona, Bruxelas, Milão, Nova Iorque, Boston e Marselha. Foi a primeira formação portuguesa de jazz a participar num festival norte-americano (JVC Jazz Festival, Carnegie Hall, em 2007), participou no Beantown Jazz Festival de Boston e realizou temporadas nos clubes nova-iorquinos Birdland, Jazz Standard, Jazz Gallery e Iridium. Em 2015 volta ainda a integrar o cartaz do Voll-Damm Festival Internacional de Jazz de Barcelona, tendo já agendadas para 2016 atuações no Blue Note de Nova Iorque e na Konzerthaus de Viena, onde apresenta Our Secret World, com Kurt Rosenwinkel.

A discografia da OJM começou a ver a luz do dia em 2006 e é o reflexo de algumas das suas colaborações mais sólidas. Depois de Orquestra Jazz de Matosinhos Invites: Chris Cheek (Fresh Sound New Talent), surgiu Portology (Omnitone), com Lee Konitz como compositor e solista principal. Da colaboração com o guitarrista Kurt Rosenwinkel resultou a gravação de Our Secret World (WomMusic, 2010), lançado nos EUA e em Portugal. Em 2011 foi editado o álbum com a cantora Maria João, Amoras e Framboesas (Universal Music). Em 2013 surgiu Bela Senão Sem (TOAP), com arranjos originais sobre a música do pianista João Paulo Esteves da Silva. Em 2014 foi editado o álbum Jazz Composers Forum: today’s european-american big band writing (TOAP), trabalho que resultou da gravação de oito encomendas feitas a oito compositores, quatro americanos e quatro europeus, para o ciclo de concertos com o mesmo nome.

A Orquestra desenvolve igualmente, desde 2010, um projeto destinado à criação de um Centro de Alto Rendimento Artístico (CARA) em Matosinhos, promovendo o diálogo entre arte, ciência e tecnologia, designadamente através de projetos multidisciplinares que visem a investigação e desenvolvimento de soluções para a criação, fruição e disseminação de conteúdos criativos.